A prefeitura garante que todos os edifícios adquiridos contam com segurança patrimonial, em alguns casos, financiada pela empresa responsável pela obra. Mas um espaço com pouco uso, ou abandonado, acaba sendo utilizado para outros fins. Há uma semana, um prédio na área do antigo Colégio Americano, localizado no Parque Moscoso, foi cenário de um homicídio, o que deixou os moradores da região inseguros.
Na Avenida Vitória, em Jucutuquara, Luiz Cláudio Martins também reclama da falta de segurança. Ele é gerente da Auto Import, loja de peças importadas para carros localizada ao lado da antiga fábrica de juta, que é conhecida como 747 e vai abrigar a Fábrica do Trabalho.
A loja foi invadida por criminosos duas vezes – a última, no final do ano passado –, e em ambos os casos o ladrão pulou o muro que divide o imóvel com a antiga fábrica. Devido aos prejuízos - o último ultrapassou os R$ 2 mil, sem contar a destruição de documentos –, a loja vai contratar segurança privada.
A obra na antiga fábrica arrasta-se desde 2008 – embora a desapropriação tenha ocorrido em 2005 – e só deve terminar em 2011. Mas pode atrasar, segundo o município.
Demora
Há ainda a situação dos imóveis cuja obra está praticamente parada e onde não se vê operários trabalhando, como o antigo Hotel Tabajara, no Centro. Ou aqueles, como o Hotel Príncipe, na Ilha do Príncipe, cuja reforma não tem prazo para ser iniciada.
Atualmente, o Príncipe vem sendo utilizado como abrigo para famílias que foram retiradas de áreas de risco após as chuvas que afetaram a cidade em novembro do ano passado. No local, 14 delas – de um total de 25 que já ficaram no prédio – aguardam a liberação do aluguel social para alugarem suas casas e serem transferidas.