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01-02-2010 - O futuro em obras



Copa, Olimpíada, pré-sal, mercado imobiliário etc. São muito motivos para investir em Engenharia

Eleni Trindade, eleni.trindade@grupoestado.com.br

Que tal ajudar a construir o Brasil que vai receber os jogos da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016? Ou atuar na extração do petróleo na camada pré-sal? De acordo com estimativas da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o Brasil precisa dobrar o número desses profissionais para suprir a demanda na área, e o momento é promissor para quem quer seguir essa carreira. Quem já está nos primeiros anos da graduação já poderá atuar efetivamente na criação da infraestrutura do País para esses grandes eventos e projetos de crescimento.

“O Brasil passou por anos de estagnação com pouca procura por engenheiros, mas com a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada nos próximos anos, os investimentos na extração do petróleo no pré-sal e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a demanda está crescendo, e estamos apostando que o Brasil logo fará parte do grupo de potências mundiais”, acredita Murilo Pinheiro, presidente da FNE e também do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp). “Esses grandes eventos traduzem o momento de desenvolvimento do País. É uma área muito promissora para esses profissionais, que estarão prontos, no mínimo, daqui a cinco anos para ocupar espaços dos engenheiros que vão se aposentar logo mais”, aposta Izabel de Almeida diretora executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos. Durante muito tempo, explica Izabel, o Brasil teve excesso de profissionais formados sem vagas suficientes no mercado de trabalho, que passaram a atuar no exterior, principalmente em Moçambique e Angola, que precisavam de reconstrução, ou no mercado financeiro, área que exige profissionais com facilidade para cálculos e raciocínio lógico.

A demanda por profissionais para ajudar a criar novos edifícios tem destaque. “A construção civil terá grande participação tanto na ampliação de moradias quanto em grandes obras de infraestrutura, energia, estradas, pontes e saneamento, envolvendo não só engenheiros civis, mas também ambientais e florestais por conta do impacto das obras na natureza”, explica Ney Fernando Perracini de Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc).

Mas as oportunidades são para todas as áreas de engenharia. Segundo dados da FNE, 40 mil engenheiros de todas as áreas se formam no Brasil ao ano. “O número de profissionais precisa dobrar nos próximos seis anos para acompanhar o desenvolvimento do País”, afirma Pinheiro, presidente da entidade.

Gustavo Pereira Sampaio, de 27 anos, é um dos profissionais que está em busca de uma vaga. Ele afirma que gosta da profissão desde criança - quando já criava edifícios com blocos de montar - e sempre teve afinidade com números e desenhos, além de ter um pai engenheiro civil. Otimista, Sampaio se formou há 6 meses na USP de São Carlos e não para de buscar oportunidades. “São várias as entrevistas e dinâmicas de que tenho participado, mas pedem experiência de pelo menos um ano como engenheiro e só tenho vivência como estagiário em obras pesadas e no ramo imobiliário”, diz ele, que também está se preparando para prestar concurso público na sua área. “No momento, o Brasil é um grande canteiro de obras, e minhas expectativas são boas.”

DEMANDA
40 mil
ENGENHEIROS
formam-se todos os anos no Brasil, e esse número precisa dobrar para suprir a demanda, de acordo com a Federação Nacional de Engenheiros


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