Necessidades específicas ABCP dá dicas e informações para quem precisa reformar ou construir seguindo a legislação
No Brasil, 14,5% da população tem algum tipo de deficiência. E,ainda, existem no País cerca de 18,5 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos, representando 10,5% da população, como revela o IBGE. Além dessas pessoas que possuem algum tipo de mobilidade reduzida, há muitas outras que precisam caminhar pelas cidades ou querem usufruir do que elas oferecem, caminhando. Mas os buracos, raízes de árvores, pisos derrapantes, lixo, cavaletes e outras intervenções transformam uma simples caminhada em uma verdadeira aventura.
Além da norma 9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que estabelece critérios de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, cada prefeitura segue regulamentações específicas, adequadas as suas cidades. Em Piracicaba, por exemplo, as faixas livres devem ser completamente desobstruídas e isentas de interferências. A largura mínima considerada para a faixa livre de circulação é de 1,50m, podendo ser admissível o mínimo de 1,20m, se os cálculos, de acordo com a quantidade de pedestres por minuto por metro existentes na via, permitirem, de acordo com a ABNT NBR 9050:2004 e a Prefeitura Municipal (Semuttran).
Segundo Ricardo Moschetti, engenheiro e gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), as calçadas podem receber aplicação de diversos materiais, mas é importante lembrar que cada um deles atende às necessidades de cada imóvel e rua.
A importância das calçadas padronizadas pode ser traduzida em números. Segundo dados de mobilidade da ANTP - Agência Nacional de Transportes Públicos, em 2003, em cidades com mais de 1 milhão de habitantes,26,4% das viagens eram realizadas a pé, chegando a 49% em cidades com população entre 60 mil e 100 mil habitantes. A padronização das calçadas permite que o pedestre caminhe de forma constante, com autonomia e segurança, independente de idade, estatura, limitação de mobilidade ou percepção, bem como permite a implantação do mobiliário urbano, equipamentos de infraestrutura, vegetação, sinalização e outros fins previstos em leis específicas. Segundo o engenheiro da ABCP, "ao padronizar um quarteirão inteiro, não só o piso fica mais acessível e fácil de caminhar, como também as condições de arborização e fachadas dos prédios se tornam elementos da paisagem urbana", afirma Ricardo Moschetti. Um outro aspecto importante: a padronização das calçadas aliada a um incentivo da prática da caminhada serve como um forte agente de prevenção de doenças cardiovasculares.
SERVIÇO
Calçadas x via
Vejamos os materiais utilizados e a configuração das calçadas de acordo com o tipo de via:
Pavimento intertravado: pavimento com blocos de concreto pré-fabricados, sobre uma base granular, travados por meio de contenção lateral e por atrito entre as peças;
Placas pré-moldadas de concreto: placas pré-fabricadas de concreto de alto desempenho, fixas ou removíveis, para piso elevado ou assentamento diretamente sobre a base;
Ladrilho hidráulico: placas de concreto de alta resistência ao desgaste para acabamento de pisos, assentada com argamassa sobre base de concreto;
Concreto: concreto moldado in loco, "vassourado" ou com estampas coloridas, neste caso, o piso recebe tratamento superficial no mesmo instante em que é feita a concretagem do pavimento.
Dúvidas sobre a utilização do cimento/concreto podem ser esclarecidas por meio do Disque Cimento e Concreto - 0800-0555776 - serviço gratuito criado pela ABCP com o objetivo de evitar desperdício, auxiliar na escolha do material adequado e melhorar a qualidade e segurança na construção.