As espessuras mínimas recomendadas para lajes são:
• Maciças de concreto moldadas no local e com pré-laje inteiriça ou pré-laje em painéis – 9 cm.
• Mistas com vigotas ou mini-painéis treliçados com "caixão perdido" – 12 cm para as lajes de piso e 10 cm para as lajes de cobertura.
• Protendidas alveolares – 16 cm, inclusive 4 cm de capa de solidarização.
O detalhamento da união da laje de cobertura com as paredes e da técnica executiva para evitar patologias deve constar do projeto de produção. São admitidas juntas de movimentação no encontro paredes/lajes, desde que as juntas tenham total estanqueidade e que o revestimento seja acabado mediante frisos ou mata-juntas adequados.
As lajes devem ser escoradas e o escoramento mantido sem mudanças de posição por um determinado período, de acordo com o tipo de laje e o carregamento transitório (peso dos blocos estocados sobre a laje). Lajes inteiramente moldadas no local devem obedecer à exigência da NBR 6118 de escoramento por 21 dias.
Outros tipos de lajes devem ser mantidas escorados até que o carregamento dos blocos utilizados na execução das paredes de um pavimento, seja distribuído por três lajes sucessivas (a laje sobre a qual está sendo executada a alvenaria e as duas lajes inferiores). O dimensionamento destes escoramentos tem de constar do projeto de produção e deve considerar o efeito da deformação de lajes com menos de 28 dias nas paredes resistentes dos andares inferiores.
As lajes devem ser curadas para evitar deformações excessivas, seja por carregamento instantâneo, seja por efeito de fluência. Deve ser obedecida, para lajes integralmente moldadas no local, a recomendação da NBR 6118 de 7 dias de cura úmida. Para outras lajes, a capa de cobertura deve ser curada por, no mínimo, 3 dias. Cabe, no entanto, lembrar que qualquer patologia resultante de deformações estruturais deve ser assumida pela construtora por 5 anos da entrega dos edifícios.
Fonte de consulta: "Requisitos e critérios mínimos a serem atendidos para solicitação de financiamento de edifícios em alvenaria estrutural junto à Caixa Econômica Federal - professor Fernando Henrique Sabbatini (Poli-USP) - Brasília/DF