A estabilidade de um pavimento intertravado é alcançada de vários modos. Desde a simples compactação do subleito, passando pela adoção de uma camada de sub-base de material selecionado (reforço), até a concepção de uma base de material cimentado. Portanto, a verificação da qualidade dessas camadas quando da construção do pavimento é a forma de prever o comportamento e garantir o alcance das características previstas em projeto.
Ensaios de resistência dos materiais e de comprovação de aplicação adequada, como, por exemplo, o grau de compactação, são essenciais. Uma vez verificada deficiência na fundação do pavimento (incluindo subleito, sub-base e base), pode-se optar por reforçá-lo, quando da disponibilidade de greide, por reconstruir a camada – o que, por sua vez, pode ser equivalente a reconstruir o pavimento – ou por restringir a solicitação. O atendimento às especificações de projeto e às normas de controle tecnológico é condição sine qua non nessa fase, já que essas camadas constituem a capacidade estrutural propriamente dita.
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Fonte de consulta: Revista Prisma nº 1 – artigo de Dalter Pacheco Godinho, engenheiro, consultor técnico e diretor da Base Engenharia.