Qualquer que seja a aplicação, o bloco dever ser vazado, ou seja, sem fundo, aproveitando os furos para a passagem das instalações e para a aplicação do graute (concreto de alta plasticidade). A norma brasileira designa os blocos tomando como base a largura, por exemplo, M-10, M-15 e M-20, referindo-se às larguras 9, 14 e 19 cm, respectivamente.
As dimensões padronizadas dos blocos admitem tolerâncias de + 2 mm para a largura e + 3 mm para a altura e comprimento. A família 39, designada por M15, possui dimensões modulares do comprimento (20cm) diferentes da largura (15cm). Tal diferença exige a introdução de blocos complementares com o objetivo de restabelecer a modulação nos encontros das paredes: o 14 x 19 x 34, para amarração nos cantos, e o 14 x 19 x 54, para amarrações em "T".
No canteiro de obras, assim que os blocos são recebidos, devem ser separadas amostras de cada lote, para que sejam ensaiadas em laboratório. É importante que as amostras sejam coletadas aleatoriamente, representando as características do lote, seguindo as quantidades estabelecidas pela NBR 6136/94 e NBR 7173/82. As amostras coletadas serão marcadas identificando a data da coleta e o lote e posteriormente, enviadas a um laboratório para os ensaios. Para a resistência à compressão e absorção a norma brasileira estabelece os limites:
• Bloco estrutural - fbk superior a 4,5 MPa, dividido em classes de resistência menor ou igual a 10%.
• Bloco de vedação - média de 2,5 MPa, mínima individual de 2,0 MPa - média menor ou igual a 10% e máxima individual de 15%.
Assuntos relacionados:
Blocos estruturais de concreto – normas
Fonte de consulta: Revista Prisma