Blocos de Alvenaria

Blocos para Alvenaria A alvenaria com blocos de concreto é uma ótima solução construtiva.

Disponíveis em três tipos (arquitetônicos, estruturais e de vedação), os blocos de concreto para alvenaria dispensam utilização de fôrmas de madeira, já que o concreto e o aço passam por dentro dos próprios blocos vazados e das canaletas. Assim, construir é mais fácil, rápido e barato.

Práticos e econômicos, os blocos para alvenaria trazem benefícios para a execução dos trabalhos:

  • Resultados esteticamente modernos
  • Redução de mão-de-obra
  • Diminuição no tempo da construção
  • Economia de até 30% no custo da obra
  • Facilidades para instalações hidráulicas, elétrica e telefônica, sem a quebra de bloco
  • Menos desperdício
  • Dimensões uniformes
  • Menor gasto com revestimento

 

Melhores Práticas

Alvenaria Estrutural - passo a passo
Como projetar e executar em alvenaria estrutural

Como marcar a alvenaria estrutural

 

Tire suas dúvidas

1. Alvenaria estrutural - controle tecnológico
O controle tecnológico para a aceitação da parede deve ser feito através da moldagem e do ensaio de prismas ocos e cheios com as argamassas e grautes utilizados na produção. Indiretamente, essa moldagem também avaliará a uniformidade nas características mecânicas destes materiais.

Normalmente, este controle é feito pela própria equipe de produção (pelo mestre ou encarregado, quando não é formalizado). As características mais importantes para avaliação são: o prumo, a planicidade, a posição e a perfeição geométrica dos vãos das paredes e o nivelamento dos referenciais de horizontalidade (peitoris e fiada de apoio das lajes). Essas características em conjunto dão uma perfeita medida da qualidade de execução dos serviços. A aceitação final da estrutura, após o cumprimento de todo o controle tecnológico, pode então ser feita apenas pela avaliação da perfeição do prumo do edifício, característica fundamental para o desempenho e a segurança estrutural e que deve ser feita antes da execução dos revestimentos de fachada.

No caso de construtoras, estas devem ter um sistema de gestão da qualidade para prever e executar o controle de produção de paredes de alvenaria. Todas as paredes devem ser liberadas por este controle, formalizado em fichas. As tolerâncias admitidas no controle de produção para a aceitação de paredes são as constantes da norma NBR 8798. Mas são considerados essenciais para o desempenho estrutural a observância das tolerâncias de prumo (ou alinhamento da parede vertical conforme NBR 8798) e de nivelamento dos referenciais horizontais (ou alinhamento da parede horizontal segundo a NBR 8798). A aceitação definitiva da estrutura, após liberação de todos os controles de produção e aceitação, é feita pela verificação do prumo do edifício por empresa contratada para fazer o controle tecnológico, por meio de um relatório de liberação final. É exigida uma tolerância de 2 mm / m, limitada, porém, a 20 mm na altura total do edifício.

Assuntos relacionados
Alvenaria estrutural - execução de lajes

Fonte de consulta: "Requisitos e critérios mínimos a serem atendidos para solicitação de financiamento de edifícios em alvenaria estrutural junto à Caixa Econômica Federal - professor Fernando Henrique Sabbatini (Poli-USP) - Brasília/DF

2. Alvenaria estrutural - execução de lajes
No Brasil, em edifícios de alvenaria estrutural de média altura basta que as lajes sejam ancoradas por atrito e aderência para um desempenho estrutural adequado. Assim, a execução de lajes tem de garantir a solidarização por aderência destas com o conjunto de paredes. Isto implica uma moldagem no local da totalidade da laje ou de parte dela. O projeto de produção deve detalhar esta solidarização e a execução deverá respeitar totalmente os detalhes previstos.

As espessuras mínimas recomendadas para lajes são:
• Maciças de concreto moldadas no local e com pré-laje inteiriça ou pré-laje em painéis – 9 cm.
• Mistas com vigotas ou mini-painéis treliçados com "caixão perdido" – 12 cm para as lajes de piso e 10 cm para as lajes de cobertura.
• Protendidas alveolares – 16 cm, inclusive 4 cm de capa de solidarização.

O detalhamento da união da laje de cobertura com as paredes e da técnica executiva para evitar patologias deve constar do projeto de produção. São admitidas juntas de movimentação no encontro paredes/lajes, desde que as juntas tenham total estanqueidade e que o revestimento seja acabado mediante frisos ou mata-juntas adequados.

As lajes devem ser escoradas e o escoramento mantido sem mudanças de posição por um determinado período, de acordo com o tipo de laje e o carregamento transitório (peso dos blocos estocados sobre a laje). Lajes inteiramente moldadas no local devem obedecer à exigência da NBR 6118 de escoramento por 21 dias.

Outros tipos de lajes devem ser mantidas escorados até que o carregamento dos blocos utilizados na execução das paredes de um pavimento, seja distribuído por três lajes sucessivas (a laje sobre a qual está sendo executada a alvenaria e as duas lajes inferiores). O dimensionamento destes escoramentos tem de constar do projeto de produção e deve considerar o efeito da deformação de lajes com menos de 28 dias nas paredes resistentes dos andares inferiores.

As lajes devem ser curadas para evitar deformações excessivas, seja por carregamento instantâneo, seja por efeito de fluência. Deve ser obedecida, para lajes integralmente moldadas no local, a recomendação da NBR 6118 de 7 dias de cura úmida. Para outras lajes, a capa de cobertura deve ser curada por, no mínimo, 3 dias. Cabe, no entanto, lembrar que qualquer patologia resultante de deformações estruturais deve ser assumida pela construtora por 5 anos da entrega dos edifícios.

Fonte de consulta: "Requisitos e critérios mínimos a serem atendidos para solicitação de financiamento de edifícios em alvenaria estrutural junto à Caixa Econômica Federal - professor Fernando Henrique Sabbatini (Poli-USP) - Brasília/DF

3. Alvenaria estrutural - sistema construtivo
A alvenaria estrutural é um processo construtivo utilizado como estrutura de edifícios, dimensionado a partir de cálculo racional. O uso da alvenaria estrutural pressupõe:

• emprego de paredes de alvenaria e lajes enrijecedoras como estrutura suporte
• segurança pré-definida
• construção e projeto com responsabilidades precisamente definidas e conduzidas por profissionais habilitados
• construção fundamentada em projetos específicos (estrutural-construtivo), elaborados por engenheiros especializados

Há dois tipos de alvenaria estrutural: não armada e armada. A primeira emprega como estrutura-suporte paredes de alvenaria sem armação. Os reforços metálicos são colocados apenas em cintas, vergas, contravergas, na amarração entre paredes e nas juntas horizontais com a finalidade de evitar fissuras localizadas. Já a alvenaria estrutural armada caracteriza-se por ter os vazados verticais dos blocos preenchidos com graute (microconcreto de grande fluidez) envolvendo barras e fios de aço. A obra mais conhecida de alvenaria estrutural armada é o Teatro Municipal, inaugurado em 1911.

A diferença fundamental entre o uso tradicional da alvenaria como estrutura e os PCAE é que estes últimos são de dimensionamento e construção racionais, enquanto que, na alvenaria convencional, as estruturas são dimensionadas e construídas empiricamente.

Assuntos relacionados:
Blocos de concreto - características

Fonte de consulta: "Requisitos e critérios mínimos a serem atendidos para solicitação de financiamento de edifícios em alvenaria estrutural junto à Caixa Econômica Federal - professor Fernando Henrique Sabbatini (Poli-USP) - Brasília/DF

4. Alvenaria estrutural - paredes hidráulicas
Paredes hidráulicas são paredes não-estruturais pré-definidas em projetos. Elas não podem receber cargas transmitidas pelas lajes. O detalhamento da execução destas paredes deve constar do projeto de produção. O planejamento da seqüência de execução das paredes deve, também, definir claramente quando e como elas serão executadas. Por toda a vida útil do edifício as paredes deverão permanecer sem carregamento originado por deformação da laje ou por detalhe inadequado.

As instalações elétricas devem ficar abrigadas dentro de conduítes embutidos nas paredes de alvenaria, nos vazados dos blocos. A distribuição horizontal dos conduítes poderá se feita ou por embutimento nas lajes ou por embutimento em forros falsos. O embutimento nas paredes estruturais deverá ser feito concomitantemente com sua elevação, e o posicionamento dos conduítes tem de constar do projeto de produção. O corte de paredes para embutimento de pequenos trechos é admitido, desde que sejam respeitados os limites de comprimento e profundidade definidos e se forem previstos em projeto.

Os ramais das instalações hidráulicas, quando embutidos em paredes, devem estar posicionados em paredes de vedação (denominadas paredes hidráulicas) ou em enchimentos externos às paredes estruturais. Admite-se, ainda, o embutimento de pequenos trechos verticais de ramais (como os de esgoto de pias) nos vazados dos blocos, quando forem executados concomitantemente com a elevação da alvenaria.

Todos os cortes em paredes, sejam para embutimento de trechos de ramais das instalações, para alojar quadros e caixas de eletricidade ou outra finalidade somente pode ser feito com ferramenta elétrica apropriada, equipada com discos diamantados. O embutimento de aparelhos de ar-condicionado (de parede) em paredes estruturais deve ser previsto em projeto, pois exige o posicionamento de verga e contraverga ou de um pré-fabricado específico na parede, durante sua elevação

5. Alvenaria estrutural: assentamento
A argamassa de assentamento dos blocos deve promover uma adequada aderência entre blocos e auxiliar na dissipação de tensões, de modo a evitar fissuras na interface bloco-argamassa, garantir o desempenho estrutural e a durabilidade esperadas da parede de alvenaria. Os parâmetros exigidos pela Caixa Econômica Federal para o desempenho das argamassas são:

• A argamassa a ser utilizada deve ser especificada pelo projeto de modo a garantir uma resistência à tração na flexão de prismas de alvenaria de no mínimo 0,25 MPa quando ensaiados segundo o método CPqDCC-EPUSP ou a norma ASTM E 518.

• A argamassa não deve ter um módulo de elasticidade superior a 3,0 GPa. Essa recomendação busca garantir que o módulo de deformação da alvenaria não seja superior a 1000 vezes a resistência à compressão do prisma - fp.

• O CV da argamassa, no ensaio de resistência à compressão axial (ensaiado segundo a NBR 7215), não pode ser superior a 20%, em uma produção contínua, por longos ou curtos períodos, de forma a garantir sua uniformidade.

O graute de preenchimento dos vazados tem as funções de permitir que a armadura trabalhe conjuntamente com a alvenaria e de aumentar localmente a resistência à compressão da parede e impedir a corrosão da armadura. A dosagem e especificação das características do graute são de responsabilidade do projeto estrutural. Normalmente, a ação mais importante na alvenaria parcialmente armada é a de conseguir um preenchimento uniforme dos vazados verticais. O graute deverá ser avaliado conjuntamente com a alvenaria através da moldagem de prismas cheios, segundo a NBR 8798 e ensaiados segundo a NBR 8215. Deverão ser moldados 6 corpos-de-prova (prismas cheios) por pavimento. No ensaio, será determinada a resistência característica estimada do prisma cheio (fpk,est), que deverá ser maior ou igual à resistência característica de projeto ( fpk) e sempre maior que 4,0 MPa.

Assuntos relacionados
Alvenaria estrutural - execução de lajes
Blocos de concreto - características
Blocos estruturais de concreto - Normas

Fonte de consulta: "Requisitos e critérios mínimos a serem atendidos para solicitação de financiamento de edifícios em alvenaria estrutural junto à Caixa Econômica Federal - professor Fernando Henrique Sabbatini (Poli-USP) - Brasília/DF

6. Blocos - dosagem do concreto
Dosagem é o processo de estabelecimento do traço do concreto, com a especificação das quantidades de cimento, agregados, água, adições e eventualmente aditivos.

Algumas precauções devem ser tomadas na dosagem do concreto para fabricação de blocos estruturais, pois sua consistência é de terra úmida, diferente do normalmente utilizado em estruturas, com consistência plástica. No concreto para fabricação de blocos existe a presença significativa de ar em volume. Dessa forma, ele não segue o princípio consagrado para o concreto de estruturas, de que é preciso menos água para aumentar a resistência.

A resistência à compressão é uma propriedade fundamental para os blocos estruturais, justamente por sua função e também porque a durabilidade, a absorção de água e a impermeabilidade da parede estão intimamente ligadas a esta propriedade.

Um método racional de dosagem de concreto para blocos estruturais foi proposto por Carlos Eduardo Siqueira Tango, em 1994, compreendendo basicamente seis passos:

1. Ajuste dos agregados. O principal parâmetro desse passo é a granulometria dos agregados. Estes materiais devem ser combinados de modo a se conseguir o máximo grau de compactação dos blocos durante a moldagem nas vibro-prensas. Deve-se trabalhar com agregados de dimensões máximas inferiores à metade da menor espessura da parede dos blocos, a não ser que se faça uma verificação experimental comprobatória da viabilidade de outra dimensão.
2. Estabelecimento da resistência média a ser obtida.
3. Estimativa dos teores de agregado/cimento, definindo-se três traços de concreto: rico, médio e pobre. Nesse passo, os valores de traço são escolhidos objetivando que a resistência média visada, na idade de interesse, esteja dentro do campo de variação das resistências obtidas com tais traços. Espera-se que o traço médio seja a estimativa inicial para a resistência requerida.
4. Determinação da proporção de argamassa e da umidade ótima do traço médio que no estado fresco deve apresentar bom aspecto superficial dos blocos, massa unitária elevada e boa trabalhabilidade.
5. Confecção das misturas experimentais e ensaio dos blocos à compressão, correlacionando os resultados e empregando um diagrama de dosagem.
6. Finalmente, com esse resultado, pode-se determinar graficamente o fator água/cimento correspondente a qualquer resistência dentro do campo pesquisado.

Assuntos relacionados:
Blocos estruturais de concreto – normas
Blocos de concreto – características

Fonte de consulta: "Blocos de concreto para alvenaria estrutural" - Osvaldo Gomes de Holanda Júnior – doutor em Engenharia de Estruturas pela Escola de Engenharia de ao Carlos (EESC-USP) – Departamento de Engenharia de Estruturas

7. Blocos - recebimento
Para o controle de aceitação da resistência à compressão, cada lote de blocos não deve ter mais que 10 mil unidades ou ser maior que o número de blocos por pavimento-tipo. Cada lote deve ser constituído por pelo menos 12 blocos e de cada caminhão deve ser retirado pelo menos um bloco. Os lotes de blocos não poderão ser utilizados até que sejam liberados pelo controle tecnológico, devendo permanecer estocados com identificação clara de sua condição (liberados, com data e responsabilidade pela liberação, ou não liberados).

Para avaliação das características dimensionais e geométricas dos blocos, todo caminhão de entrega é um lote e os ensaios devem ser feitos com pelo menos 10 blocos por lote. Recomenda-se que os lotes sejam ensaiados antes da descarga e, se recusados, devolvidos. Se a carga tiver sido descarregada, os blocos não poderão ser utilizados, devendo permanecer estocados com identificação clara desta sua condição, até a devolução.

O valor da resistência à compressão, característica do bloco estrutural (fbk), deve ser determinado para todos os lotes. O cálculo da resistência à compressão característica deve ser feito empregando-se a metodologia recomendada na norma NBR 6136. O ensaio dos blocos deve ser feito de acordo com a norma NBR 7184. Para cada lote, deve-se ainda calcular o coeficiente de variação (CV). Exige-se que o valor de fbk para cada lote seja sempre maior ou igual ao de projeto. Exige-se que o coeficiente de variação de cada lote seja inferior a 15% para o bloco de concreto – o limite é válido também quando os lotes forem analisados em conjunto. Este critério é essencial para a aceitação ou não da indústria produtora.

Se os blocos tiverem marca de conformidade reconhecida pelo Inmetro, este controle de aceitação dos blocos não precisará ser feito, sendo substituído pelo controle tecnológico de fabricação. Neste caso, a indústria produtora do bloco deverá encaminhar mensalmente para a construtora um relatório com o fbk e o CV da produção mensal fornecida para a obra (com amostragem de todas as remessas). Este relatório deve ser anexado ao relatório mensal do controle tecnológico.

O controle de aceitação das características dimensionais e geométricas dos blocos deve ser feito pela construtora e formalizado em fichas de controle, sendo que cópias destas fichas devem ser anexadas ao relatório mensal de controle tecnológico. Esses ensaios são essenciais para garantia da qualidade da construtora. O não atendimento das exigências normativas é um claro indicativo de uma produção inadequada. O controle evitará a utilização de uma carga não-conforme e possíveis prejuízos para a construtora. Devem ser avaliadas, no mínimo, a variação na altura dos blocos (tolerância de ± 3 mm para ambos os tipos de blocos, ensaiados segundo a NBR 7186, para bloco de concreto). O não atendimento destas exigências é motivo suficiente para recusa do lote.

Assuntos relacionados:
Blocos estruturais de concreto – normas
Blocos de concreto – características

Fonte de consulta: "Requisitos e critérios mínimos a serem atendidos para solicitação de financiamento de edifícios em alvenaria estrutural junto à Caixa Econômica Federal - professor Fernando Henrique Sabbatini (Poli-USP) - Brasília/DF

8. Blocos de concreto - Características
A normalização brasileira define basicamente dois tipos de blocos de concreto, de acordo com sua aplicação: para vedação, o bloco vazado de concreto simples para alvenaria sem função estrutural (NBR 7173/82), e com função estrutural, o bloco vazado de concreto simples para alvenaria estrutural (NBR 6136/1994).

Qualquer que seja a aplicação, o bloco dever ser vazado, ou seja, sem fundo, aproveitando os furos para a passagem das instalações e para a aplicação do graute (concreto de alta plasticidade). A norma brasileira designa os blocos tomando como base a largura, por exemplo, M-10, M-15 e M-20, referindo-se às larguras 9, 14 e 19 cm, respectivamente.

As dimensões padronizadas dos blocos admitem tolerâncias de + 2 mm para a largura e + 3 mm para a altura e comprimento. A família 39, designada por M15, possui dimensões modulares do comprimento (20cm) diferentes da largura (15cm). Tal diferença exige a introdução de blocos complementares com o objetivo de restabelecer a modulação nos encontros das paredes: o 14 x 19 x 34, para amarração nos cantos, e o 14 x 19 x 54, para amarrações em "T".

No canteiro de obras, assim que os blocos são recebidos, devem ser separadas amostras de cada lote, para que sejam ensaiadas em laboratório. É importante que as amostras sejam coletadas aleatoriamente, representando as características do lote, seguindo as quantidades estabelecidas pela NBR 6136/94 e NBR 7173/82. As amostras coletadas serão marcadas identificando a data da coleta e o lote e posteriormente, enviadas a um laboratório para os ensaios. Para a resistência à compressão e absorção a norma brasileira estabelece os limites:

• Bloco estrutural - fbk superior a 4,5 MPa, dividido em classes de resistência menor ou igual a 10%.
• Bloco de vedação - média de 2,5 MPa, mínima individual de 2,0 MPa - média menor ou igual a 10% e máxima individual de 15%.

Assuntos relacionados:
Blocos estruturais de concreto – normas
Fonte de consulta: Revista Prisma

9. Blocos estruturais de concreto - Normas
Conheça as principais normas sobre alvenaria estrutural e blocos de concreto.

• NBR 6136/94 – Bloco vazado de concreto simples para alvenaria estrutural
• NBR 5712/82 – Bloco vazado modular de concreto
• NBR 7184/92 – Blocos vazados de concreto simples para alvenaria – Determinação da resistência à compressão
• NBR 12117/92 – Blocos vazados de concreto para alvenaria – Retração por secagem
• NBR 12 118/92 – Blocos vazados de concreto para alvenaria – Determinação da absorção de água, do teor de umidade e da área líquida
• NBR 10837/89 – Cálculo de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto
• NBR 8798/85 – Execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto
• NBR 8215/83 – Prismas de blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural – Preparo de ensaio à compressão
• ASTM C 55/97 – Standard specification for concrete brick (American Society for Testing and Materials- EUA)
• BS 6073/81 – Part 1 – Precast concrete masonry units – Specification for precast for concrete masonry units (British Standards Institution – UK)
Fonte de consulta: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

10. Na construção de paredes de alvenaria estrutural, de que maneira deve ser aplicada a argamassa no assentamento da primeira fiada?
A argamassa de assentamento deve ser aplicada na largura aproximada do bloco (14 cm), criando um sulco com a extremidade da colher de pedreiro. A aplicação da argamassa de assentamento deve ser feita com a colher convencional de pedreiro pois, em função das irregularidades do pavimento, a espessura da junta horizontal nas regiões mais baixas supera 10 mm. Assim sendo, é importante lembrar que, no caso de desníveis que obriguem a uma junta com espessura superior a 20mm, a regularização deve ser feita sob orientação do projetista de estruturas.

Fonte: Revista Prisma n° 07 - junho de 2003

11. Na execução de alvenarias estruturais, qual é a vantagem do método proposto nas edições passadas da revista Prisma para a etapa de marcação em relação ao que é praticado hoje no mercado?
Em vez de se trabalhar diretamente com o nivelamento e assentamento de blocos estratégicos, inicia-se pela verificação das instalações, delimitação de paredes e fixação de referências (escantilhões, gabaritos de portas etc.) para a etapa seguinte. A vantagem desse novo procedimento está na separação das operações de medir, riscar, fixar referências e definir níveis, da operação de assentar blocos. A etapa de marcação das paredes exige consulta intensiva à planta de primeira fiada; ao retirar dessa fase o manuseio dos blocos e argamassas, possibilitamos melhores condições para a realização do serviço, com aumento da produtividade e melhoria na precisão das medidas. Para maiores detalhes, indicamos o artigo "Marcação de alvenaria estrutural - Parte 2," publicado na edição 6 da Prisma (março de 2003).

Fonte: Revista Prisma n° 07 - junho de 2003

 

Normas

  • NBR 15873/2010 – Coordenação Modular para Edificações

  • NBR 6136/2008 – Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria – Requisitos

  • NBR 8215/1983 - Prisma de Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria Estrutural Preparo e ensaio à Compressão

  • NBR 15961-1/2011 - Alvenaria estrutural – Blocos de concreto – Parte 1: Projeto

  • NBR 15961-2/2011 - Alvenaria estrutural — Blocos de concreto — Parte 2: Execução e controle de obras

  • NBR 12118/2011 – Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria – Métodos de ensaio

  • NBR 14321 – Paredes de Alvenaria Estrutural – Determinação da resistência ao cisalhamento

  • NBR 14322 – Paredes de Alvenaria Estrutural – Verificação da resistência à flexão simples ou à flexo-compressão.


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